Resenha: A Torre Do Terror (Jennifer MacMahon)

Em 05.02.2018   Arquivado em LITERATURA

 

Sinopse:

Um segredo macabro habita o Hotel da Torre. Nos anos 1950, o Hotel da Torre, com seus 28 quartos, era a maior atração da pequena Londres, em Vermont. Hoje está abandonado, vivo apenas na memória de três mulheres — as irmãs Piper e Margot e sua amiga, Amy Slater, filha da família que o administrava. Elas costumavam brincar lá quando pequenas, até o dia em que as brincadeiras desenterraram algo macabro e sinistro do passado dos Slater — algo que determinou o fim da amizade de Piper e Margot com Amy. Com o passar dos anos, as irmãs fizeram tudo o que puderam para deixar o episódio para trás e seguir com a vida; Piper mora na Califórnia, enquanto Margot dedica-se à família e a estudar a história local. Até que um dia Piper recebe uma ligação de Margot em pânico: Amy e sua família estão mortos, supostamente pelas mãos da própria Amy. Só que, antes de morrer, Amy deixou escrita uma mensagem que as irmãs sabem ser direcionada a elas: ’29 quartos’. De repente, Margot e Piper são forçadas a revisitar aquele verão fatídico em que encontraram uma mala e cartas que pertenceram a Sylvie Slater, tia de Amy, desaparecida na adolescência.

A Torre do Terror nos apresenta três tramas paralelas: a história das irmãs Slater, Rosie e Sylvie, e seus pais –  os primeiros donos do Hotel Da Torre; a história da infância de Piper e Margot  (também irmãs) e sua amiga Amy Slater (filha de Rosie Slater); e a história que se passa nos dias atuais:

Já adultas, Piper e Margot recebem a notícia de que sua amiga de infância, Amy Slater, assassinou toda a sua família – com exceção da filha, que  conseguiu fugir pelo telhado – e se suicidou logo em seguida.  Antes de morrer, Amy rabiscou num pedaço de papel uma estranha mensagem: “29 quartos”.

Piper e Margot sabem que a mensagem é direcionada a elas. E sendo assim, ambas se lembram de um verão, décadas atrás, em que exploraram o velho hotel junto com Amy.

O Hotel da Torre tinha, supostamente, apenas 28 quartos.  Mas, naquele verão, as meninas descobriram um vigésimo nono quarto.  Um quarto secreto. Um quarto que teve tudo a ver  com o desaparecimento da sonhadora e bela tia Sylvie Slater, quando esta ainda estava na adolescência. Um quarto que, afinal, pode ser a chave para o mistério da morte de Amy e de toda sua família.

O que eu achei do livro:

O que mais me chamou a atenção neste livro foi o cenário. Sempre adorei histórias de terror que se passavam em antigos hotéis.

Situado ás margens de uma rodovia, o Hotel da Torre lembra o clássico “Bates Motel”, de Psicose. Uma ligação que é, de fato, proposital.  Sylvie Slater, uma das personagens, nos aponta, inclusive, esta semelhança.

A propósito, devo ressaltar que Sylvie foi a personagem que mais me chamou a atenção nesse livro. Sonhadora e ingênua,  loura e muito bonita, Sylvie se vê como uma grande estrela dos filmes de Hitchcock.  E, embora nunca tenha sido correspondida, ela envia constantemente cartas ao diretor, contando de seus sonhos e de sua admiração.  É em uma dessas cartas que a personagem nos fala sobre as semelhanças entre Bates Motel e o Hotel da Torre.

Eu adorava ler as cartas de Sylvie para Hitchcock.  Este foi um dos detalhes que enriqueceram a trama, na minha opinião.

Gostei muito de como a autora explorou a relação das irmãs Rosie e Sylvie. Quando a narrativa retornava ao passado, eu tinha mais prazer ao ler. Foram os momentos de maior suspense no livro.

Não gostei, no entanto, de como a autora se enveredou pelo fantástico e o sobrenatural.  Achei que o desfecho se deu de forma abrupta e previsível e, por isso mesmo, sem muita credibilidade.

Vejo “A Torre Do Terror” como uma história promissora, que poderia ser maravilhosa, se a autora tivesse optado por outros caminhos. Acho que a trama funcionaria melhor como um thriller do que como um livro fantástico. Mas essa é só a minha opinião. O fato é que o lado “mágico” da história realmente não me agradou, muito embora tenha gostado da narrativa conduzida de forma detalhista e com alternância entre o passado e o presente.

 A nota que dou ao livro é, portanto, 4/6 (bom). É um livro gostoso de ler, mas que peca por não ultrapassar aquilo que é previsível e, portanto, já esperado.

Nome do livro: A Torre Do Terror

Autora: Jennifer McMahon

Editora: Record

Páginas: 378

Resenha: Scarlet (Marissa Meyer)

Em 04.11.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

Scarlet – o segundo volume da série Crônicas Lunares – dá continuidade à história de Cinder e, ao mesmo tempo, introduz uma nova personagem à trama: Scarlet.

Scarlet é uma garota durona que vive na pequena cidade de Rieux, França. Ela e a avó moram em uma fazenda e trabalham com o plantio  e a venda de vegetais.

A rotina das duas é pacata e sem muitos rodeios. Certo dia, no entanto, a avó de Scarlet –  Michelle Benoit – desaparece misteriosamente. Scarlet tem certeza de que ela foi sequestrada, embora não saiba dizer o porquê. A avó –  uma ex-piloto da Federação Militar Européia – após a aposentadoria, dedicou-se exclusivamente à fazenda. Logo, que motivo alguém teria para sequestrar uma fazendeira?!  É o que Scarlet se questiona.

Após duas semanas de uma investigação infrutífera, a polícia francesa dá o caso de Michelle Benoit como encerrado. Não existem provas conclusivas que atestem um sequestro. Nesse sentido, é muito mais provável que a velha senhora tenha desaparecido voluntariamente. É o que a polícia diz. Mas Scarlet, obviamente, não acredita. A avó não iria embora sem mais nem menos. E, com certeza, não deixaria a sua nave pessoal para trás. Não, a avó foi sequestrada. E cabe a Scarlet descobrir o paradeiro dela para, então, resgatá-la.

Quando inicia a busca pela avó, Scarlet se depara com Lobo – um feroz e perigoso lutador. Apesar de, à primeira vista, julgar que o homem está metido no sequestro da avó, ela resolve dar um voto de confiança. Lobo diz ter informações valiosas sobre o desparecimento de Michelle. Portanto, ele pode ser muito útil.

Lobo e Scarlet, então, viajam juntos para Paris. Lá, eles pretendem resgatar Michelle e descobrir o motivo de ela ter sido sequestrada.

Enquanto isso, Cinder continua presa no palácio de Kai. Sabendo das intenções homicidas de Levana, Cinder decide fugir. E, para isso, conta com a ajuda do Capitão Thorne – o prisioneiro da cela ao lado.  Os dois tornam-se os fugitivos mais noticiados e procurados de Nova Pequim.

Cinder deseja descobrir mais sobre o seu passado. Logo, ela se dirige à Europa, local onde foi adotada.

Em algum momento, os caminhos de Cinder e Scarlet vão se cruzar. Scarlet é uma peça importante para o passado de Cinder, enquanto Cinder é uma peça importante para o passado de Scarlet. As histórias de ambas se complementam. Elas só ainda não sabem disso.

Kai,  nesse ínterim,  tenta aplacar a ira de Levana.  A fuga de Cinder só despertou ainda mais a sede de sangue da Rainha.  Um ataque à Terra parece cada vez mais iminente.

O que eu achei do livro: 

Scarlet é mais eletrizante do que Cinder. Apesar dos problemas de ritmo (a história é lenta no início e tarda a ficar boa), eu gostei bastante desse segundo volume da série.

Neste livro, algumas perguntas quanto ao passado de Cinder foram respondidas, enquanto outras foram suscitadas.

A nova personagem, Scarlet, não perde em nada para Cinder. Ela também é adorável, engraçada e durona. Uma forte personagem feminina.

Lobo também é um bom personagem. Ele me irritou em alguns momentos do livro, mas ainda assim conseguiu manter o seu charme. O romance que surge entre ele e Scarlet (como já esperado) é bonito e deixa a história ainda mais leve e gostosa de ler.

É preciso dar crédito à Meyer por, mais uma vez,  conseguir recontar de forma inédita um conto de fadas. Scarlet é uma ótima releitura de Chapeuzinho Vermelho. Eu gostei bastante. E me encantei com o jeito que a autora encontrou para interligar, de uma só vez, a história de Cinder e Scarlet. Ficou inteligente e bastante verossímil.

Estou ansiosa para o terceiro livro!

Fora os problemas de ritmo, a única crítica que preciso fazer é quanto à encadernação da editora Rocco no Brasil: péssima. Poderia haver mais capricho. As páginas do meu livro, após pouco manuseio, já começaram a descolar. Fiquei bastante chateada.

A nota que dou para este livro, é 4/6 – Bom.

Scarlet é – assim como o livro anterior – uma fantasia futurista despretensiosa e gostosa de ler. Vale a pena como entretenimento.

Nome do livro: Scarlet;

Autora: Marissa Meyer;

Editora: Rocco;

Páginas: 480 páginas.

Resenha: Cidade Dos Etéreos (Ransom Riggs)

Em 22.10.2017   Arquivado em LITERATURA

Sinopse:

Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

O livro Cidade Dos Etéreos se inicia no exato momento em que o livro anterior terminou. As crianças estão em um mini barco, tentando escapar de seus perseguidores, os acólitos.

Quando a fenda temporal da Srta. Peregrine foi destruída (e ela aprisionada na forma de ave),  não restaram muitas opções às crianças – a não ser fugir.

Amedrontados pelo destino de sua amada diretora – que, a cada hora que passa como ave, corre maior risco de nunca mais retornar a sua forma humana –  as crianças decidem buscar ajuda. Apesar dos ataques de acólitos e etéreos ter aumentado, ainda devem existir fendas temporais intactas. Ainda devem existir Ymbrines não capturadas e, portanto, capazes de transformar a Srta. Peregrine na mulher arrebatadora que ela sempre foi. Não, não apenas devem existir … elas precisam existir.

Não podendo permanecer muito tempo no presente  (pois, se permanecessem, envelheceriam muito rápido), as crianças viajam por diferentes fendas temporais e, logo, por diferentes momentos do passado.

É por meio dessas viagens no tempo que aprofundaremos nosso conhecimento sobre o mundo dos peculiares e, mais especificamente, sobre o mundo criado por Ransom Riggs. Cidade dos Etéreos é um livro que, em suma, fala sobre descobertas, sendo estas regadas a um ritmo eletrizante e  bastante animador.

O que eu achei do livro: 

A maior diferença entre o primeiro livro da trilogia, resenhado aqui, e este livro é o ritmo. Conforme explicitado acima, Cidade Dos Etéreos é uma leitura que flui muito bem e de forma rápida. Não vemos o passar de páginas.  No livro anterior, o ritmo era mais moroso e descritivo. Neste livro, pelo contrário, a narrativa se dá de forma mais veloz e tem mais acontecimentos. Gostei bastante disso.

Adorei conhecer outros detalhes sobre o mundo peculiar. Adorei viajar pelas diversas fendas temporais. E gostei muito, inclusive, de ler outras facetas sobre a Londres da Segunda Guerra Mundial.

Enfim, preferi este segundo livro ao primeiro. Foi uma ótima leitura. Eu me diverti em vários momentos, haja vista que Riggs tem um humor negro adorável e que combina (e muito) com o clima do mundo peculiar.

Desnecessário, talvez, dizer … mas, ainda assim, direi: que edição incrível! Capa dura, fonte e diagramação caprichada e fotos maravilhosamente assustadoras (que, é claro, combinam perfeitamente com a narrativa).

Valeu a pena a leitura. Excelente. E vamos, então, ao terceiro livro!

Nome: Cidade Dos Etéreos;

Autor: Ransom Riggs;

Editora: Intrínseca;

Páginas: 384 pág.

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